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COLUNISTAS

POLÍTICA

TERRAS RARAS

Daniel Vilela reforça interesse de industrializar cadeia das terras raras em Goiás

Em reunião com executivos da empresa Serra Verde, governador defende etapas industriais de minerais críticos no estado e disposição para criar ambiente apropriado a esse trabalho

21/05/2026 às 12h00


POR Redação

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O governador Daniel Vilela se reuniu nesta quarta-feira (20/5) com representantes do grupo Serra Verde, mineradora que atua em Minaçu, no norte do Estado, e que recentemente anunciou a fusão com a empresa americana USA Rare Earth, Inc. (USAR). Na audiência, demonstrou disposição para criar o melhor ambiente, inclusive tecnológico, para que etapas industriais com terras raras possam ser realizadas em Goiás, ampliando o desenvolvimento econômico com geração de empregos e renda.

As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos conhecidos por suas propriedades magnéticas e condutoras únicas. São utilizadas na produção de peças essenciais para novas tecnologias, como ímãs em carros elétricos, turbinas eólicas, além da utilização para produzir energia limpa. Goiás possui cerca de 25% de reservas mundiais e conta com a única produtora em grande escala de terras raras pesadas críticas fora da Ásia, que é a mina Serra Verde.

"Temos grande expectativa em relação ao futuro da mineração do nosso Estado, especialmente com esses minerais críticos", afirmou o governador Daniel Vilela. "Estamos empenhados em criar a melhor ambiência possível para que Goiás continue à frente da produção desses minerais. Nós, goianos, somos ousados. Queremos tornar referência e ter ainda maior relevância no Brasil e no mercado internacional", garantiu o chefe do Executivo ao CEO do Grupo Serra Verde, Thras Moraitis, e ao presidente da Serra Verde Pesquisa e Mineração, Ricardo Grossi.

Daniel Vilela explicou que entende a necessidade de ações conjunturais de médio e longo prazo para que todas as etapas da produção sejam realizadas no estado, mas que a gestão estadual trabalha para oferecer as possibilidades à empresa. “Isso para que possamos ter rapidamente um aumento de escala de produção, garantindo a mineração sustentável, promovendo a qualificação do desenvolvimento social de Minaçu e do estado. Portanto, podem contar com nosso governo e com o governador", garantiu.

O CEO do grupo destacou a confiança no Governo de Goiás e elogiou a recepção em Minaçu, que deu provimento a várias capacidades da empresa. Afirmou que atualmente 70% dos empregados são mão de obra local e exemplificou que, só em abril, 90% dos recrutamentos da corporação foram na própria cidade. "Investimos mais de 1 bilhão de dólares nessa operação e vamos continuar esse relacionamento prestativo", afirmou Thras Moraitis.

"Nós temos o carimbo de empresa americana, mas tudo que desenvolvemos foram brasileiros que fizeram. Então, a gente quer compartilhar um pouco desse conhecimento. Vamos mostrar que os brasileiros colocaram Goiás e o Brasil no mercado global de terras raras", afirmou Ricardo Grossi.

Também participaram do encontro os diretores da Serra Verde Pedro Burnier (sustentabilidade e relações governamentais) e Pedro Rocha (financeiro); além dos secretários de estado Gean Carlo Carvalho (Geral de Governo), Joel Sant’Anna Braga (Indústria, Comércio e Serviços) e Andréa Vulcanis (Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável).

Produção goiana

Atualmente, a mina de Serra Verde é a responsável pela única extração comercial em larga escala de terras raras em operação no Brasil, com produção de até 5 mil toneladas por ano dos óxidos disprósio (Dy), térbio (Tb), neodímio (Nd) e praseodímio (Pr). No entanto, toda a matéria prima bruta é enviada para a China, onde é processada e, depois, enviada para o restante do mundo. A China concentra cerca de 50% das reservas mundiais dos minerais, mas domina mais de 90% da produção global.

A fusão com a USA Rare Earth, Inc., empresa de terras raras listada na Nasdaq, para criar um líder global abrangendo elementos de terras raras, óxidos, metais e ímãs (“a Transação”), terá um papel central no estabelecimento da primeira cadeia de suprimentos de terras raras da mina ao ímã fora da Ásia. Além do conhecimento pioneiro da Serra Verde em mineração e processamento de terras raras, a empresa combinada terá acesso a tecnologias de separação, processamento e fabricação de metais de primeira classe por meio de suas próprias operações e parcerias estratégicas, que abrangem os EUA e os seus aliados.

Fotos: Remisson Sales