
NINGUÉM SABE SE A APOSENTADORIA DE IRIS É PARA VALER OU SE ELE AINDA PRETENDE DISPUTAR O SENADO
Oficialmente, Iris Rezende se aposentou e se afastou da vida política. Na prática, ninguém sabe se essa situação é para valer ou se existe volta. Há muita especulação sobre a possibilidade de Iris ressurgir como candidato ao Senado em 2022, na chapa da reeleição do governador Ronaldo Caiado. Mas, para essa hipótese se concretizar, são inúmeros os obstáculos. Um deles é a falta de controle do ex-prefeito sobre o MDB, partido que, sim, está submetido à sua autoridade moral, mas não necessariamente se dobrará aos seus desejos em razão dos projetos pessoais de lideranças jovens como Daniel Vilela ou Gustavo Mendanha, em especial o primeiro, que tem o domínio da legenda e tem necessidade vital de recuperar um mandato – executivo ou legislativo – na eleição do ano que vem. Daniel é cogitado para se candidatar a governador e a deputado federal ou então a protagonizar uma composição com o Caiado que o colocaria na vice ou na senatória. Nesse cenário, Iris não se encaixa. Vai depender, é claro, da vontade do velho cacique. Querendo, ele cria um problemão para o MDB. Ignorar os seus interesses pode levar o partido a um racha histórico.
DANIEL VILELA, COMO DEPUTADO FEDERAL, LEVOU APENAS R$ 8 MILHÕES PARA APARECIDA
O prefeito Gustavo Mendanha tem dito a interlocutores que não será fácil garimpar votos para Daniel Vilela em Aparecida, caso o presidente estadual do MDB decida se candidatar a deputado federal EM 2022. É que, enquanto os atuais representantes do município- Prof. Alciees e Glaustin Fokus – têm um saldo extremamente positivo de emendas orçamentárias, com mais de R$ 300 milhões em recursos devidamente encaminhados, Daniel Vilela, quando foi parlamentar federal, destinou apenas R$ 8 milhões para Aparecida – mesmo com o seu pai Maguito Vilela na prefeitura. Prof. Alcides e Glaustin Fokus têm levantamentos sobre as verbas e já tocam nesse assunto, em reuniões e contatos com suas bases aparecidenses. Detalhe: na eleição passada, disputando o governo, Ronaldo Caiado venceu com 44 % dos votos da cidade, enquanto Daniel, mesmo com o apoio de Mendanha, ficou atrás com 36%.
MEIRELLES ACREDITA QUE SE ENCAIXA NO PERFIL IDEAL PARA DISPUTAR O SENADO
O critério definido pelo governador Ronaldo Caiado para definir quem ocupará a vaga de candidato ao Senado na chapa da reeleição, qual seja a penetração popular, não incomodou Henrique Meirelles, que foi candidato a presidente da República e acredita ter deixado um bom recall. Em Goiás, já foi também eleito para a Câmara Federal com 180 mil votos (em 2002), embora tenha renunciado antes de assumir o mandato para aceitar o convite de Lula para dirigir o Banco Central – onde ficou por 8 anos.
VILMAR ROCHA JÁ ACEITOU A IRREVERSIBILIDADE DO APOIO À REELEIÇÃO DE CAIADO
O presidente estadual do PSD Vilmar Rocha já se conformou com a impossibilidade de tomar outro rumo em 2022 que não o apoio à reeleição do governador Ronaldo Caiado, vontade da maioria do partido encarnada pelo senador Vanderlan Cardoso, pelo deputado federal Francisco Jr e pelo ex-ministro Henrique Meirelles. Mesmo assim, ele defende um adiamento de qualquer decisão para o ano que vem, segundo diz, até mesmo para valorizar o passe da legenda. No momento, Vilmar, aconselhado pelo presidente nacional Gilberto Kassab, está em aproximação com o ex-ministro Henrique Meirelles, o qual pretende visitar em São Paulo para produzir a tão necessária e sorridente foto mostrando os dois em absoluta harmonia.
BOLSONARO QUERIA ESPALHAR O VÍRUS: EPISÓDIO EM GOIÁS SERÁ USADO NA CPI
Em 11 de abril de 2020, no começo da pandemia da Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro esteve Goiás, junto do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, para inaugurar um hospital de campanha em Águas Lindas. Ao chegar no local, de helicóptero, o governador Ronaldo Caiado, que aguardava a comitiva presidencial, tentou cumprimentar Bolsonaro de longe. O capitão negou, abraçando Caiado e dizendo: “Vamos contaminar logo todo mundo de uma vez”. Quem conta é Ugo Braga, ex-assessor de Luiz Henrique Mandetta e autor do recém-lançado livro “Guerra à Saúde”. A ação irritou o ex-ministro e o governador, ambos médicos. O episódio vai ser usado agora na CPI da Pandemia, na tentativa de comprovar que o presidente investiu para espalhar o vírus e produzir a chamada “imunidade de rebanho”, em que ele acreditava na época.
“PLANO DE GOVERNO” DE MAGUITO É FICÇÃO QUE MAIS PARECE LENDA URBANA
O celebrado “plano de governo” do prefeito eleito e falecido Maguito Vilela, que o MDB cobra de Rogério Cruz e este, por sua vez, se desdobra em ressaltar que vai cumprir, não passa de uma peça de ficção. Na verdade, o que precisa ser dito é que não existe “plano de governo” de Maguito. O candidato, antes de ser afastado pela negligência e imprudência diante da Covid-19, não só a dele, como também a dos familiares e a da coordenação de campanha emedebista, apresentou um amontoado desconexo de “ideias” baseadas no marketing e não em levar benefícios reais para a população da capital. São propostas repetitivas como “revitalizar o centro”, há mais de 30 anos apresentadas por todos os que postulam a prefeitura, e a oferta de wi-fi em praças, o que não funciona em nenhuma parte do mundo, e alinhando impossibilidades como a construção de 15 mil casas, que uma avaliação na coluna Giro, em O Popular, na época assinada pelo jornalista Marcos Nunes Carreiro, mostrou exigir R$ 2 bilhões de reais para o seu custeio – dinheiro que obviamente jamais apareceria. Falar em “plano de governo” de Maguito é insistir em cultivar uma verdadeira lenda urbana.
O RELATÓRIO DO PROF. ALCIDES SOBRE A FRAGILIZAÇÃO DO PP EM GOIÁS
O deputado federal Prof. Alcides elaborou um relatório sobre o que define como situação precária do PP em Goiás e encaminhou para o presidente nacional do partido Ciro Nogueira. O documento que apresenta a legenda como fragilizada no Estado e acusa o presidente estadual Alexandre Baldy, que mora e trabalha em São Paulo (é secretário de Transportes Metropolitanos do governador João Dória) de omissão. Na verdade, é a última tacada do Prof. Alcides: não funcionando, ou seja, se o partido não for entregue a ele, só restará esperar a janela partidária do início do ano que vem para se transferir para o MDB, em comum acordo com o prefeito Gustavo Mendanha e com o presidente estadual Daniel Vilela.
EM RESUMO