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BLOG DO JLB | José Luiz Bittencourt

POLÍTICA

Coluna Momento Político - 05 De Maio De 2021

05/05/2021 às 12h52


POR BLOG DO JLB | José Luiz Bittencourt

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NINGUÉM SABE SE A APOSENTADORIA DE IRIS É PARA VALER OU SE ELE AINDA PRETENDE DISPUTAR O SENADO

Oficialmente, Iris Rezende se aposentou e se afastou da vida política. Na prática, ninguém sabe se essa situação é para valer ou se existe volta. Há muita especulação sobre a possibilidade de Iris ressurgir como candidato ao Senado em 2022, na chapa da reeleição do governador Ronaldo Caiado. Mas, para essa hipótese se concretizar, são inúmeros os obstáculos. Um deles é a falta de controle do ex-prefeito sobre o MDB, partido que, sim, está submetido à sua autoridade moral, mas não necessariamente se dobrará aos seus desejos em razão dos projetos pessoais de lideranças jovens como Daniel Vilela ou Gustavo Mendanha, em especial o primeiro, que tem o domínio da legenda e tem necessidade vital de recuperar um mandato – executivo ou legislativo – na eleição do ano que vem. Daniel é cogitado para se candidatar a governador e a deputado federal ou então a protagonizar uma composição com o Caiado que o colocaria na vice ou na senatória. Nesse cenário, Iris não se encaixa. Vai depender, é claro, da vontade do velho cacique. Querendo, ele cria um problemão para o MDB. Ignorar os seus interesses pode levar o partido a um racha histórico.

DANIEL VILELA, COMO DEPUTADO FEDERAL, LEVOU APENAS R$ 8 MILHÕES PARA APARECIDA

O prefeito Gustavo Mendanha tem dito a interlocutores que não será fácil garimpar votos para Daniel Vilela em Aparecida, caso o presidente estadual do MDB decida se candidatar a deputado federal EM 2022. É que, enquanto os atuais representantes do município- Prof. Alciees e Glaustin Fokus – têm um saldo extremamente positivo de emendas orçamentárias, com mais de R$ 300 milhões em recursos devidamente encaminhados, Daniel Vilela, quando foi parlamentar federal, destinou apenas R$ 8 milhões para Aparecida – mesmo com o seu pai Maguito Vilela na prefeitura. Prof. Alcides e Glaustin Fokus têm levantamentos sobre as verbas e já tocam nesse assunto, em reuniões e contatos com suas bases aparecidenses. Detalhe: na eleição passada, disputando o governo, Ronaldo Caiado venceu com 44 % dos votos da cidade, enquanto Daniel, mesmo com o apoio de Mendanha, ficou atrás com 36%.

MEIRELLES ACREDITA QUE SE ENCAIXA NO PERFIL IDEAL PARA DISPUTAR O SENADO

O critério definido pelo governador Ronaldo Caiado para definir quem ocupará a vaga de candidato ao Senado na chapa da reeleição, qual seja a penetração popular, não incomodou Henrique Meirelles, que foi candidato a presidente da República e acredita ter deixado um bom recall. Em Goiás, já foi também eleito para a Câmara Federal com 180 mil votos (em 2002), embora tenha renunciado antes de assumir o mandato para aceitar o convite de Lula para dirigir o Banco Central – onde ficou por 8 anos.

VILMAR ROCHA JÁ ACEITOU A IRREVERSIBILIDADE DO APOIO À REELEIÇÃO DE CAIADO

O presidente estadual do PSD Vilmar Rocha já se conformou com a impossibilidade de tomar outro rumo em 2022 que não o apoio à reeleição do governador Ronaldo Caiado, vontade da maioria do partido encarnada pelo senador Vanderlan Cardoso, pelo deputado federal Francisco Jr e pelo ex-ministro Henrique Meirelles. Mesmo assim, ele defende um adiamento de qualquer decisão para o ano que vem, segundo diz, até mesmo para valorizar o passe da legenda. No momento, Vilmar, aconselhado pelo presidente nacional Gilberto Kassab, está em aproximação com o ex-ministro Henrique Meirelles, o qual pretende visitar em São Paulo para produzir a tão necessária e sorridente foto mostrando os dois em absoluta harmonia.

BOLSONARO QUERIA ESPALHAR O VÍRUS: EPISÓDIO EM GOIÁS SERÁ USADO NA CPI

Em 11 de abril de 2020, no começo da pandemia da Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro esteve Goiás, junto do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, para inaugurar um hospital de campanha em Águas Lindas. Ao chegar no local, de helicóptero, o governador Ronaldo Caiado, que aguardava a comitiva presidencial, tentou cumprimentar Bolsonaro de longe. O capitão negou, abraçando Caiado e dizendo: “Vamos contaminar logo todo mundo de uma vez”. Quem conta é Ugo Braga, ex-assessor de Luiz Henrique Mandetta e autor do recém-lançado livro “Guerra à Saúde”. A ação irritou o ex-ministro e o governador, ambos médicos. O episódio vai ser usado agora na CPI da Pandemia, na tentativa de comprovar que o presidente investiu para espalhar o vírus e produzir a chamada “imunidade de rebanho”, em que ele acreditava na época.

“PLANO DE GOVERNO” DE MAGUITO É FICÇÃO QUE MAIS PARECE LENDA URBANA

O celebrado “plano de governo” do prefeito eleito e falecido Maguito Vilela, que o MDB cobra de Rogério Cruz e este, por sua vez, se desdobra em ressaltar que vai cumprir, não passa de uma peça de ficção. Na verdade, o que precisa ser dito é que não existe “plano de governo” de Maguito. O candidato, antes de ser afastado pela negligência e imprudência diante da Covid-19, não só a dele, como também a dos familiares e a da coordenação de campanha emedebista, apresentou um amontoado desconexo de “ideias” baseadas no marketing e não em levar benefícios reais para a população da capital. São propostas repetitivas como “revitalizar o centro”, há mais de 30 anos apresentadas por todos os que postulam a prefeitura, e a oferta de wi-fi em praças, o que não funciona em nenhuma parte do mundo, e alinhando impossibilidades como a construção de 15 mil casas, que uma avaliação na coluna Giro, em O Popular, na época assinada pelo jornalista Marcos Nunes Carreiro, mostrou exigir R$ 2 bilhões de reais para o seu custeio – dinheiro que obviamente jamais apareceria. Falar em “plano de governo” de Maguito é insistir em cultivar uma verdadeira lenda urbana.

O RELATÓRIO DO PROF. ALCIDES SOBRE A FRAGILIZAÇÃO DO PP EM GOIÁS

O deputado federal Prof. Alcides elaborou um relatório sobre o que define como situação precária do PP em Goiás e encaminhou para o presidente nacional do partido Ciro Nogueira. O documento que apresenta a legenda como fragilizada no Estado e acusa o presidente estadual Alexandre Baldy, que mora e trabalha em São Paulo (é secretário de Transportes Metropolitanos do governador João Dória) de omissão. Na verdade, é a última tacada do Prof. Alcides: não funcionando, ou seja, se o partido não for entregue a ele, só restará esperar a janela partidária do início do ano que vem para se transferir para o MDB, em comum acordo com o prefeito Gustavo Mendanha e com o presidente estadual Daniel Vilela.

EM RESUMO

  • Os críticos do deputado federal Major Vitor Hugo apostam que ele não se reelegerá. “Fotos no avião ou no helicóptero, ao lado de Bolsonaro, não dão votos”, é o que se diz até mesmo dentro do PSL, seu partido por enquanto.

 

  • O prefeito de Aparecida Gustavo Mendanha vai seguir viajando pelo interior, para contatos políticos com vistas as eleições de 2022. Ele voltou de Luziânia, onde esteve na semana passada, eufórico com os resultados.

 

  • O senador Luiz do Carmo, do MDB, está sendo aconselhado a não perder tempo e iniciar logo a sua campanha para a Câmara Federal. Como não tem densidade eleitoral nem perfil majoritário, é um erro tentar a reeleição.

 

  • O senador Vanderlan Cardoso tem a mais absoluta confiança no desfecho das ações que pedem a cassação de Rogério Cruz. E espera um julgamento final no Tribunal Superior Eleitora, em Brasília, em 4 a 6 meses, no máximo.

 

  • O conselheiro do TCM Nilo Resende não está aparecendo para trabalhar, receoso até de uma agressão. Por insistir em não se aposentar, apesar de já contar o tempo, ele está sendo responsabilizado pela iminência da extinção do tribunal.

 

  • O governador Ronaldo Caiado foi entrevistado pelos jornais de São Paulo depois que convidou Geraldo Alckmin para se filiar ao DEM e se candidatar ao governo paulista. O PSDB, atual partido de Alckmin, tem outro candidato.

 

  • A nova sede da Assembleia, no Park Lozandes, é um portento: terá 4 auditórios, um para 700 pessoas e os demais para pouco mais de 300, cada um. Nenhuma outra estrutura em Goiás dispõe de tanto espaço assim.

 

  • Se tiver coragem de se reeleger para o 3º mandato, o presidente da Câmara Municipal Romário Policarpo pode separar um bom dinheiro para pagar honorários de advogados e enfrentar a chuva de ações judiciais. que virá.

 

  • As parcerias administrativas entre Goiânia e Aparecida, cidades que compõem um só centro urbano, foram para o espaço. Obrigado a se solidarizar com Daniel Vilela, o prefeito Gustavo Mendanha cortou o diálogo com Rogério Cruz.