Unidades básicas de saúde de Aparecida de Goiânia passaram a oferecer o implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel, conhecido como Implanon, método hormonal de longa duração que pode prevenir a gravidez por até três anos. A disponibilização do dispositivo amplia o acesso das mulheres da rede pública a um dos métodos contraceptivos considerados mais eficazes atualmente.
Nesta primeira etapa, o município recebeu 1.873 unidades do implante enviadas pelo Ministério da Saúde. A aplicação será realizada inicialmente em unidades de referência distribuídas em diferentes regiões da cidade.
As inserções do dispositivo serão feitas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) Buriti Sereno, Jardim Riviera, Mansões Paraíso e Expansul, responsáveis pelos atendimentos nas áreas de abrangência. Já a UBS Papillon Park funcionará como unidade de referência para inserção e retirada do implante, com atendimentos às segundas-feiras, das 7h às 9h.
Para ter acesso ao método, as mulheres interessadas devem procurar a UBS mais próxima para receber orientações, passar por avaliação clínica e, se necessário, ser encaminhadas para o procedimento. Antes da inserção do implante, as pacientes também participam de atividades coletivas de planejamento familiar e assinam um termo de consentimento.
O método é indicado para mulheres que desejam contracepção hormonal de longa duração e que atendem aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A prioridade de atendimento é para mulheres entre 14 e 49 anos, com atenção especial a adolescentes, mulheres no pós-parto imediato e aquelas em situação de vulnerabilidade social.
Um cronograma inicial de atendimentos foi definido para as unidades de referência. Em março, as inserções ocorrerão a partir do dia 16 na UBS Papillon Park; no dia 23 na UBS Mansões Paraíso; no dia 24 na UBS Buriti Sereno; no dia 25 na UBS Expansul; e no dia 26 na UBS Jardim Riviera. Em abril, o calendário será repetido nos dias 27, 28, 29 e 30, respectivamente.
O Implanon é um pequeno implante colocado sob a pele do braço não dominante por um profissional de saúde capacitado, em procedimento simples e rápido. O dispositivo libera o hormônio etonogestrel de forma contínua e pode evitar a gravidez por até três anos. Após esse período, o implante deve ser retirado e pode ser substituído por outro, caso a mulher deseje continuar utilizando o método. A fertilidade costuma retornar rapidamente após a retirada.
Além do implante, a rede pública também oferece outros métodos contraceptivos, como preservativos masculino e feminino, DIU de cobre, anticoncepcionais orais, pílulas de progestagênio, injetáveis hormonais mensais e trimestrais, além da vasectomia. Entre esses métodos, apenas os preservativos também protegem contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).